Sêo Dotô, Sêo Dotô!

Sêo Dotô, Sêo Dotô!
Zé Pelintra chegou.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A ferrugem na alma.



“Bem mais graves são os efeitos produzidos em nós pela ira e pela dor, com os quais reagimos às coisas, do que aqueles produzidos pelas coisas em si, pelos quais nos encolerizamos e sofremos” (César Marco Aurélio Antonino Augusto, imperador romano, 121-180).

Quando falta alegria a ira e a dor destroem a pessoa. Por mais resistente que seja uma peça de ferro, se a oxidação (ferrugem) começa seu trabalho, em pouco tempo ela será completamente destruída. Efeito semelhante tem em nossa alma a ira e a dor, que põem a perder o mais forte dos homens. A ira só consegue tomar conta da pessoa se ela é alimentada, isto é, quando ela acredita que todos estão contra ela. Por mais inocente que seja um gesto ou atitude de alguém, quem está sendo contaminado pela ira, vê uma agressão velada, e reage com agressividade. O que para uma pessoa normal seria sem importância, a ira “vê” como uma provocação. Ela sofre com isso. Este estado de espírito machuca muito mais que a coisa em si. Para que a ferrugem pare seu efeito no metal, é necessário lixar a parte contaminada, removendo o que foi deteriorado, recuperar o estrago, limpar e passar protetor e finalmente pintar a peça. Na pessoa a ação é semelhante, lixar completamente o que magoa e recuperar a confiança, limpar os preconceitos, perdoar, ver de forma diferente e finalmente deixar brilhar a alegria. Evite o estrago da ira, cultivando um espírito alegre.

(Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).

Bom dia!

Axé

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